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Cléo, a úlcera indolente e a ação multiprofissional

13/02/2017

A atuação em equipe multiprofissional na área de saúde tem mostrado resultados rápidos e positivos no bem-estar de pacientes. E quando estes pacientes são animais domésticos observa-se que o cuidado e a discussão de casos entre os profissionais de várias áreas qualifica mais ainda o atendimento. 

A história da Cléo é um exemplo dessa visão multiprofissional na medicina veterinária.

Cléo é uma arara, atualmente com um ano de idade, que chegou ao Covet para consulta em julho de 2015, acompanhada do seu dono, Marcelo, quando tinha apenas quatro meses. Ela vive em um sítio no interior paulista e estava sob acompanhamento do Dr. Andre Luiz Andrade, clínico de animais silvestres. Ela vinha sendo tratada de uma infecção ocular no olho esquerdo.

O exame clínico da equipe do Covet identificou uma infecção naquele olho com um abcesso na pálpebra inferior. "Iniciamos o tratamento e houve melhora nos retornos, no entanto, em um dos retornos, verificou-se o surgimento de uma úlcera de córnea do tipo indolente no mesmo olho. Foi feita cultura e antibiograma para identificar o tipo de bactéria e quais os antibióticos ideais para o tratamento da úlcera", explica a Dra. Carolina Caldas, veterinária da equipe do Covet.

Este procedimento é fundamental para determinar o tratamento adequado, pois, muitas vezes, o animal já apresenta resistência a alguns antibióticos. O antibiograma é um exame de laboratório que é solicitado pelo médico quando se pretende identificar a bactéria 
causadora da infecção. Na cultura de bactérias com antibiograma são testados diversos antibióticos. 

Úlcera indolente, explica a Dra. Rachel Carazzatto, também do Covet, é uma lesão superficial da córnea, bastante difícil de cicatrizar. Nestes casos, há necessidade de se proceder com o debridamento da córnea, que nada mais é do que a remoção do tecido morto da primeira camada. 

Para este procedimento, a equipe do Covet somou a atuação do Dr. André para contenção da Cléo (a contenção é a restrição adequada da atividade física do animal, para que seja possível realizar a avaliação ou executar outros procedimentos, como curativos). Nos retornos seguintes verificou-se uma boa melhora. 

O trabalho integrado com o veterinário clínico foi determinante para a adequação da dosagem dos medicamentos, destaca Carolina. "Os animais silvestres apresentam características diferentes e este fator precisa ser considerado na administração correta dos medicamentos".

Cléo hoje está bem e vive solta no sítio onde mora, mas dorme dentro de casa com os proprietários que são apaixonados por ela.



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