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Produção de lágrimas: quantidade X qualidade

30/11/2016

Na oftalmologia veterinária, muito se fala na ceratoconjuntivite seca, doença conhecida como "olho seco". Ela e causada por uma diminuição da porção aquosa da lágrima. Mas e quando há lágrima suficiente e o problema persiste? "Não basta o animal ter uma boa quantidade de lágrima, é preciso também que ela seja de qualidade", explica a Drª Carolina Caldas, do Centro Oftalmológico Veterinário de Santos.

A lágrima é fundamental para assegurar a integridade da superfície ocular, tendo a função de nutrir e oxigenar a córnea. Ela a mantém transparente porque diminui o atrito das pálpebras na superfície ocular ao abrir e fechar os olhos. O filme lacrimal é composto por três camadas: a primeira é camada mucosa, que faz a aderência do filme lacrimal na superfície corneana; a segunda é a camada aquosa, que se encontra em maior proporção em relação às demais. Ela faz a oxigenação da superfície ocular. A terceira é a camada lipídica, que evita que a camada aquosa evapore e forme uma barreira ao longo das margens palpebrais, evitando o extravasamento da lágrima.

Quando ocorre a diminuição da produção de alguma dessas camadas que compõem a lágrima, o animal apresenta desconforto ocular, secreção excessiva necessitando de limpeza mais que uma ou duas vezes por dia. Pode também apresentar vermelhidão ocular e/ou escurecimento da superfície corneana.

Foi assim com Noah (foto), um jovem golden retriever, que esteve em consulta no Covet há seis meses, apresentando um pouco de secreção no olho esquerdo. Os exames indicaram uma boa produção de lágrimas, mas déficit na qualidade.
 
"Havendo uma deficiência na produção da parte lipídica ou mucosa, a condição é chamada de ceratoconjuntivite seca qualitativa, pois ocorre o comprometimento da qualidade da lágrima", explica a Drª Rachel Carazzatto, também da equipe do Covet. 

"No caso de uma deficiência na produção da parte aquosa da lágrima, a condição é chamada de ceratoconjuntivite seca quantitativa, pois ocorre a diminuição da maior camada que compõe o filme lacrimal, fazendo com que os olhos fiquem repletos de secreção mucosa ou mucopurulenta pelo acúmulo das outras duas camadas, além do ressecamento da superfície ocular".

Vale ressaltar que cada uma dessas camadas é produzida por um tipo de glândula periocular e quando o animal é diagnosticado com ceratoconjuntivite seca, seja ela quantitativa ou qualitativa, deve haver acompanhamento oftalmológico e controle desta condição, uma vez que o tratamento é contínuo, ou seja, para o resto da vida. 

Fique atento às mudanças no seu animal. Entre os cães, existem algumas raças predispostas a estas condições, como Pug, Shitzu, Lhasa Apso, Bull terrier; as raças braquicefálicas (com focinho curto) devido a maior exposição ocular.



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